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A saúde e segurança do trabalho em restaurantes

30 jan A saúde e segurança do trabalho em restaurantes

Cozinhar pode ser prazeroso, divertido ou até mesmo entediante, depende de cada pessoa e da sua desenvoltura com as panelas. Mas uma coisa é certa, cozinhar pode ser muito perigoso.

O ato de cozinhar é perigoso por si próprio. Manusear panelas próximas ao fogo, utilizar ferramentas cortantes, isso sem falar em outros riscos, como vazamento de gás, escorregões, postura errada, líquidos inflamáveis, tudo isso deixa o ambiente de uma cozinha bastante perigoso.

Adicione a essa receita o estresse característico de uma cozinha profissional, dezenas de pessoas entrando e saindo de lá e outras dezenas preparando os alimentos, o resultado não poderia ser diferente: um prato cheio para acidentes e doenças ocupacionais.

Mas há maneiras de proteger funcionários e de se prevenir contra possíveis acidentes.

CUIDADOS A GOSTO

A segurança no trabalho dentro de uma cozinha começa como em qualquer ambiente laboral. É feita uma análise para avaliar os potenciais riscos e planejam-se as formas de evitar que esses riscos se transformem em acidentes reais.

O empregador deve utilizar a análise para distribuir de forma adequada o maquinário e ferramentas que serão utilizadas, no caso de uma cozinha, fornos, fritadeiras, facas, cutelo etc.

Além disso, também deve dar o treinamento adequado para seus funcionários, de acordo com o que determina a Norma Regulamentadora 5 e oferecer Equipamentos de Proteção Individuais e Coletivos (EPIs e EPCs).

RIGOR NA FISCALIZAÇÃO

Infelizmente, as condições encontradas nas cozinhas profissionais atualmente estão longe do ideal.

Quando normalmente acontece um acidente, a atitude certa deve ser emitir a CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho), independente de ter sido uma queda grave ou um simples corte no dedo.

Porém, não é isso que acontece. Dificilmente o empregador se preocupa em informar a previdência social com relação a esses acidentes, preferindo simplesmente ir a um pronto-socorro ou farmácia próxima e cuidar do ferimento, resolvendo o problema de forma rápida, mas não adequada.

O problema nessas situações não é só com relação a falta de comunicação do acidente, mas também com relação a atitude tomada. Especialistas em segurança do trabalho costumam dizer que um acidente fatal é precedido por vários outros acidentes menores de baixo potencial.

PRINCIPAIS RISCOS

As principais queixas de cozinheiros profissionais com relação a saúde e segurança no trabalho giram em torno de doenças de pele, cortes com facas e objetos pontiagudos, dores em geral, deslizamentos e quedas e queimaduras, mas para cada uma delas, há soluções.

As doenças de pele, mais especificamente as chamadas dermatites de contato, que ocorrem após a exposição da pele a produtos de limpeza, água e até mesmo comida, trazendo um vermelhidão decorrente da reação alérgica. Para reduzir essa exposição, o restaurante pode utilizar máquinas de lavar louça, utensílios para manusear alimentos, além de luvas e cremes hidratantes.

Outro risco muito frequente envolve facas e outros objetos cortantes. Uma simples distração do cozinheiro ou de outros colegas de trabalho já é suficiente para causar esse ferimento, que muitas vezes é superficial, mas que ainda assim deve ser considerado um acidente de trabalho e ser emitido a CAT. Saber usar e afiar a faca, entender qual a faca certa para a atividade, tomar cuidado com o transporte e lavagem são algumas das formas de reduzir esses ferimentos, mas a utilização de EPIs corretos para a tarefa é imprescindível. Normalmente, o uso de luvas de malha e avental são suficientes para a diminuição de acidentes.

Dores musculares, na coluna e lesões por esforço repetitivo também ocorrem constantemente. Trabalhar em pé, carregando caixas de comida, bandejas e pratos são alguns dos motivos para isso. Nesse caso, uma análise completa do local de trabalho pode trazer soluções para a redução desses quadros.

Quedas e escorregões são comuns dentro de uma cozinha profissional e acontecem por três motivos específicos: piso incorreto para o ambiente, sapato inadequado e derramamento de líquidos e produtos.

Por fim, as queimaduras. O contato quase que direto com fogo e objetos e alimentos quentes ajudam a elevar o número de ocorrências envolvendo queimaduras. A redução desses quadros acontece utilizando roupas adequadas para a atividade e luvas, além da atenção constante no que está sendo feito.

Outro fator de risco importante diz respeito às condições do ambiente. Cozinhas geralmente são ambientes quentes e com grande umidade de ar, mas quando a exposição a esses fatores fica muito elevada, começam a surgir problemas de saúde, que afetam também o desempenho físico.

O funcionário sente um desconforto maior que acaba impactando no seu humor, deixando-o mais irritado, sem concentração e diminuindo sua habilidade para realizar tarefas mentais e físicas que normalmente não seriam alteradas.

SOLUÇÃO EPSSO

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