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Risco de acidente de trabalho é maior em hospitais e em trabalhadores da área de saúde

18 abr Risco de acidente de trabalho é maior em hospitais e em trabalhadores da área de saúde

Estudos e ferramentas de análise de dados apontaram um dado preocupante sobre os acidentes de trabalho.

Como indicado no nosso último artigo, sobre o Movimento Abril Verde, os acidentes e doenças de trabalho causam prejuízos não só para os trabalhadores, mas também para a economia das empresas e do país.

Esses riscos estão atingindo, cada vez mais, um grupo específico de empregados, no caso, aqueles que trabalham na área da saúde e em hospitais.

ACIDENTES NA ÁREA DE SAÚDE PREOCUPAM

Um estudo feito pela União Europeia e divulgado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) no evento Saúde na Saúde, no fim de fevereiro, apontou que a taxa de acidentes de trabalho é 34% maior nas áreas de saúde do que em outros setores, ou seja, aqueles que dedicam suas vidas para cuidar das vidas de outras pessoas são os que mais correm riscos de doenças e mortes.

Ainda no evento, o MPT apontou a preocupação com as subnotificações das doenças e acidentes de trabalho. Segundo eles, o índice de ocorrências não comunicadas no país é de 90%, fazendo com que os dados informados pelo INSS sejam apenas a ponta de um grande iceberg que pode gerar grandes riscos a saúde dos trabalhadores e a economia do país.

Segundo informações da vice-coordenadora do Conap (Combate às Irregularidades Trabalhistas na Administração Pública), Carolina Mercante, o setor de saúde é o que mais apresenta notificações de doenças ocupacionais, mas que pode ser ainda maior por conta dessa subnotificação.

Mercante também indica alguns dos motivos para o número elevado de acidentes e doenças de trabalho em trabalhadores da área de saúde: longas jornadas de trabalho, o reduzido número de profissionais em cada setor dos hospitais e a grande utilização de empregados terceirizados, com pouca ou nenhuma instrução relacionada a segurança do trabalho.

Além desses dados, outras preocupações que atingem as entidades giram em torno do assédio moral, da diminuição de controle de normas de segurança e, principalmente, com relação a violência no ambiente de trabalho. Um estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT) apontou que, no mundo, mais de 50% dos profissionais de saúde já relataram algum tipo de agressão durante o exercício da atividade.

CAMPINAS TAMBÉM REGISTRA ALTOS ÍNDICES

Observando os dados divulgados pelo Observatório de Saúde e Segurança do Trabalho, ferramenta criada pelo MPT em parceria com a OIT utilizando dados do INSS e do Ministério da Previdência Social, foi constatado que dos anos de 2012 a 2017, das 30.740 Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas, a maioria de casos (8,76%) foram em estabelecimentos hospitalares, quase 2,7 mil casos.

Outras ocupações de Campinas que também são campeões em notificações de acidentes e doenças de trabalho são as instituições de ensino superior (5,7%), a coleta de resíduos não perigosos (5%) e os serviços de bufê (3,82%).

SINDROME DE BURNOUT NA ÁREA DE SAÚDE

Um estudo feito pelo Instituto de Saúde Pública da Universidade de Porto e publicado na revista Occupational Medicine descobriu outro índice preocupante.

Segundo os investigadores, profissionais da área de saúde que trabalham em hospitais são, em sua totalidade, afetados pela Síndrome de Burnout, independente da função que exercem.

O estudo tinha como objetivo avaliar a predominância da doença em cinco categorias do setor: médico, auxiliar médico, técnicos de radiologia e terapêutico, enfermeiros e administrativo, além de investigar em que medida a atividade exercida se associa com níveis elevados da doença, até mesmo naqueles profissionais que exerciam funções que não estavam diretamente ligadas ao tratamento da doença.

Assim, esse estudo joga uma luz na doença, mostrando que ações de prevenção devem considerar todas as categorias profissionais, respeitando as especificidades de cada uma, já que, de acordo com os investigadores, apesar das proporções da doença serem semelhantes, os motivos que os levam a contraí-la não são os mesmos.

A Síndrome de Burnout é o ponto máximo do estresse profissional, causado pelo esgotamento emocional, a falta de interesse e a desmotivação, podendo resultar em baixo rendimento produtivo e falta de realização pessoal.

A EPSSO está atenta a essas informações e estudos e busca informar seus parceiros sobre os riscos das atividades nos setores de saúde e os cuidados necessários para quem exerce essas funções. Temos consultores especializados e treinamentos específicos para a área de saúde que podem ajudar a reduzir qualquer tipo de risco que esses profissionais estão sujeitos. Entre em contato conosco!

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