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A Importância da Medicina do Trabalho

07 ago A Importância da Medicina do Trabalho

Dentro do universo ocupacional existem milhares de diferentes atividades de trabalho, com diferentes ambientes, necessidades, tempo, espaço e movimento. A saúde do trabalhador deve ser compreendida por um conjunto de análises e conhecimentos que levam em conta todas essas diferentes situações de trabalho, porém procurando estabelecer uma relação entre as atividades laborais com a saúde de cada indivíduo, independente da circunstância em que ele se encontra.

Muitas empresas possuem estratégias e ações de conscientização em relação à saúde e segurança do trabalhador, inclusive com profissionais na área designados a trabalhar com a prevenção de acidentes e doenças ocupacionais. Porém, em muitas outras empresas existe uma negligência não só na prática da prevenção, mas também na falta de informações disponibilizada entre gestores e empregados.

A Medicina do Trabalho é uma vertente da área de saúde que é extremamente importante justamente pela necessidade de análise de cada um desses ambientes e fatores que possivelmente poderiam colocar em risco a saúde do trabalhador, levando em conta inúmeras variantes que mudam de acordo com cada atividade. Porém, a saúde do trabalhador nem sempre foi uma área de estudos aprofundados.

História da Medicina do Trabalho

A relação entre a saúde e o trabalho é assunto que já foi citado inclusive na Bíblia, mais especificamente em Deuterônimo XXII:8. Porém, a preocupação com a saúde ocupacional só passou a ser de fato uma vertente da área de saúde no século XIX, após o fim da Revolução Industrial.

Devido às mudanças nos processos de manufatura e o aumento da produção em larga escala que exigia uma jornada de trabalho excessiva, muitas vezes em ambientes desfavoráveis à saúde, houve um aumento na proliferação de doenças infectocontagiosas e também no número de acidentes com maquinários e por falta de segurança. A recorrência destas doenças e acidentes chamou a atenção do Estado, e consequentemente, iniciou-se um estudo de pesquisa sobre as causas e riscos dentro dos diferentes ambientes ocupacionais.

A partir destas pesquisas e estudos da relação entre a saúde e o ambiente de trabalho que surge a Medicina Ocupacional, com foco na propensão e neutralização de riscos específicos, além de atuar nas consequências e sintomas. Foi no século XX que a segurança e medicina do trabalho passaram a ser levadas a sério.

A Medicina do Trabalho e a Legislação

No Brasil existe um conjunto de leis e normas regulamentadoras que compõem a conhecida Consolidação das Leis Trabalhistas – CLT, além de portarias, decretos e até convenções da Organização Internacional do Trabalho, que foram criadas com base nos riscos de cada área de trabalho, como foco na preservação da saúde e da vida do trabalhador, além de seus benefícios e direitos.

Através da fiscalização e exigência de documentos e laudos que atestam que o ambiente de trabalho é seguro, ocorre a prevenção de doenças e acidentes, que sem dúvidas é a forma mais eficiente de preservar a integridade física e mental dos trabalhadores. Para isto, além da Medicina do Trabalho, outros profissionais também integram o grupo que atua na prevenção, eliminação e neutralização de riscos, como engenheiros, técnicos em segurança do trabalho, fisioterapeutas, técnicos em enfermagem do trabalho e enfermeiros.

Para cada área de atividade ocupacional existem normas regulamentadoras específicas que foram criadas a partir da observação cuidadosa das condições ambientais, caracterização da atividade, triagens, pesquisar, etc. Através delas são colocadas em ação as medidas de controle para combate e prevenção de acidentes, como o uso de Equipamentos de Proteção Individual ou Coletiva (EPIs e EPCs), além de eventuais treinamentos obrigatórios.

Lembrando que profissionais que atuam em ambientes insalubres ou de alta periculosidade devem receber um adicional no salário que vai depender das variáveis atestadas. Leia mais sobre o adicional por insalubridade clicando aqui.

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